24/05/2026
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Hackathon em MS leva estudantes a desafios reais da indústria

Cerca de 70 estudantes de tecnologia participaram de um hackathon em Campo Grande, promovido pelo Insted Centro Universitário em parceria com a Dale Sorvetes e a Bem Inteligência de Dados. A maratona começou na sexta-feira (22) e abordou temas como inteligência artificial, internet das coisas, sensoriamento e inovação aplicada às demandas da indústria.

Divididos em grupos, os participantes tiveram tempo limitado para desenvolver soluções e concorreram a um prêmio de R$ 3 mil, além da chance de ingressar no mercado de trabalho. A dinâmica lembrou a de realities como O Aprendiz, comandado por Roberto Justus.

A Bem Inteligência de Dados, organizadora do evento, conta com cerca de 14 colaboradores e atende grandes clientes, como frigoríficos e empresas do setor alimentício, entre elas Dale, Semalo e Bello Alimentos. Segundo o diretor comercial da empresa, Pablo Zucareli, a proposta foi aproximar os estudantes dos desafios enfrentados no dia a dia das empresas. “Eles passam horas programando e, ao final, um dos grupos é premiado. Além disso, estamos avaliando candidatos para integrar o nosso time”, afirma.

Assim como no reality empresarial, os participantes receberam problemas reais logo no início e precisaram buscar soluções viáveis sob pressão. Entre os desafios estavam eficiência energética, manutenção, controle de produção e conectividade. “Apresentamos tudo no primeiro dia e demos suporte para que eles desenvolvessem algo que realmente possa ser aplicado dentro da indústria”, detalha Zucareli.

Para o professor Leandro Vigo, do Insted e gerente de inovação do hub, a experiência funciona como uma ponte entre a teoria e o mercado. “Muitos ainda não trabalham na área, então essa imersão mostra, de forma intensa, como é o dia a dia”, explica.

Entre os estudantes, a experiência foi comparada a um “mergulho” no mundo profissional. Juliano Ribeiro, de 19 anos, participou pela primeira vez de um evento do tipo. “A gente precisa resolver um problema real em pouco tempo. É desafiador, mas é um aprendizado muito grande”, diz. Juliano já atua na área com dois estágios, um no setor de desenvolvimento de uma empresa de energia e outro como analista de qualidade de software. Mesmo assim, ele ressalta a diferença da dinâmica do hackathon. “É diferente do que eu vejo no estágio, porque aqui temos um tempo muito curto para chegar ao objetivo. É mais intenso e desafiador, mas, ao mesmo tempo, muito legal. A gente aprende muito rápido”, afirma.

Fernando Alves, de 28 anos, destaca o contato com uma realidade fora da sala de aula. “Em dois dias, aprendemos mais do que em semanas. Tivemos que entender desde máquinas até sensores para conseguir pensar em soluções. Isso agrega muito para o mercado de trabalho”, relata.

O evento também funciona como vitrine para novos talentos em um setor que enfrenta escassez de profissionais qualificados. “Hoje o mercado precisa de mão de obra. Conectamos universidade, indústria e contratação. É uma forma de encontrar profissionais já preparados”, conclui Zucareli.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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