O técnico Dorival Júnior, do Corinthians, tem enfrentado o desafio do desgaste físico da equipe em sua campanha no Paulistão. Para combater este rival invisível, implementou um rodízio na escalação buscando controlar a carga física de seus jogadores.
“Rival invisível” é como se tem chamado a fadiga acumulada pelos jogadores, que tem exigido constante alternância no elenco. Dorival ainda não repetiu a mesma escalação por dois jogos seguidos em 2026.
A zaga tem sido o setor mais estável, com poucas mudanças. Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu têm formado um quarteto bastante consistente, com mudanças ocorrendo principalmente no meio e na frente.
Na partida de classificação contra a Portuguesa, os efeitos do desgaste físico foram sentidos, principalmente devido ao jogo anterior do Timão contra o Athletico-PR na Arena da Baixada. As condições do gramado sintético levaram a reclamações e atrasos na recuperação física dos atletas.
O zagueiro Gustavo Henrique comentou o esforço: “Hoje estava mais pesado que o normal. Acho que pelo jogo na Arena da Baixada, tivemos pouco tempo de recuperação, foi um jogo muito duro, num campo complicado, leva mais tempo para recuperar o corpo. Já estou acostumado, na verdade, a entrar um pouco cansado no jogo, faz parte, nosso calendário não dá outra opção.”
O desgaste físico tem causado não apenas a rotação de jogadores, mas também a indisponibilidade de opções. Kaio César, Matheus Pereira e Yuri Alberto têm sido desfalques por problemas musculares, enquanto o lateral Hugo é o único afastado por problemas ligamentares.
Dorival Júnior manifestou seu desejo por mais reforços na equipe. No entanto, até obter mais nomes, tem mantido seu plano de rodízio com o objetivo de alcançar os objetivos da temporada.
Nas semifinais do Paulistão, o Corinthians enfrentará o Novorizontino. Dorival provavelmente continuará o rodízio de jogadores para enfrentar também a disputa pelo Brasileirão. No próximo jogo, contra o Cruzeiro, o Corinthians terá um dia a menos de descanso, visto que a equipe mineira jogou no sábado anterior.
O técnico comentou: “O Cruzeiro jogou ontem, nós estamos jogando hoje no fim do dia. Quarta, jogo contra o Cruzeiro com um dia a mais de recuperação. Faz diferença, mas temos obrigação de chegar e fazer o resultado. O futebol é assim. Ainda que a gente tente explicar. Se a gente não tivesse feito o empate e a virada, falariam que era choro”.
Apesar de a torcida considerar o confronto contra o Novorizontino um alívio, evitando enfrentar um clássico na semifinal, o elenco se preocupa com este oponente, que teve a melhor campanha na primeira fase do Paulistão. Portanto, um time repleto de reservas contra a equipe do interior — buscando poupar os titulares para o Brasileiro — não é esperado.
Gustavo Henrique disse: “A projeção é de um jogo muito difícil. Sabemos que jogar lá é muito complicado, já jogamos ano passado, não é à toa que estão fazendo uma grande campanha. Vamos estudar o time deles e treinar para que a gente possa fazer um grande jogo e buscar mais uma final para o Corinthians.”
