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Alunos rurais estão há 1 mês sem aula por falta de transporte

Alunos da zona rural de Campo Grande, localizados entre a BR-163 e a MS-040, estão há um mês sem transporte escolar. O problema começou após uma greve da empresa responsável…

Por Diário da TV · · 2 min de leitura

Alunos da zona rural de Campo Grande, localizados entre a BR-163 e a MS-040, estão há um mês sem transporte escolar. O problema começou após uma greve da empresa responsável pelo serviço e continua sem solução.

Elaine Molina, de 49 anos, mãe de um dos estudantes, relatou que em abril os funcionários da empresa ficaram três semanas parados. Mesmo com o fim da greve, seu filho e outras crianças da vizinhança seguem sem atendimento.

“A empresa não está atendendo nem o meu filho, nem outras crianças, porque o motorista ficou doente e vai precisar se afastar para fazer uma cirurgia. Essa semana não teve transporte nenhum e não deram nenhuma satisfação”, afirmou Elaine.

A distância da casa de Elaine até a Escola Agrícola Arnaldo Estevão de Figueiredo, onde o filho estuda, é de mais de 30 quilômetros. “Desde que meu filho estuda lá, é a primeira vez que acontece isso. Às vezes para por causa da chuva, mas nunca por tanto tempo”, disse.

Em busca de informações, a mãe procurou a direção da escola, mas não obteve retorno. “Liguei no Conselho Tutelar esta semana e me disseram que estão cientes e que o caso está no Ministério Público, mas também não tiveram resposta”, relatou.

Os alunos permanecem em casa, sem acesso ao conteúdo escolar. “Não estão enviando nada. Eles estão perdendo matéria, ficam com falta e ainda tem alunos que moram mais longe que a gente”, completou Elaine.

A reportagem procurou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) e a Sed (Secretaria de Estado de Educação) para comentar o caso, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.

Outro caso relacionado

Em situação semelhante, pais de alunos de escolas rurais da Capital temem o fim da formação técnica com a mudança na gestão de uma escola agrícola. O estado deve assumir o ensino médio profissionalizante em duas unidades da região, o que gera preocupação entre as famílias sobre a continuidade dos cursos e do transporte escolar.