Bolo de Santo Antônio terá 17 mil pedaços e 3 mil alianças
Cerca de 100 voluntários estão mobilizados na preparação do tradicional Bolo de Santo Antônio em Campo Grande. A expectativa é produzir 17 mil unidades no formato de pote, que serão…

Cerca de 100 voluntários estão mobilizados na preparação do tradicional Bolo de Santo Antônio em Campo Grande. A expectativa é produzir 17 mil unidades no formato de pote, que serão vendidas a R$ 15 cada na Catedral de Santo Antônio, na Rua Lydia Bais.
A coordenadora de produção, Fernanda Correia, de 53 anos, informou ao Campo Grande News que os trabalhos começaram na semana passada. As equipes são divididas entre produção e montagem. “A gente faz uma fornada teste para ajustar a equipe. Algumas pessoas trabalham na área de confeitaria, mas a maioria é formada por voluntários que vêm ajudar de coração”, afirmou.
Entre os bolos, serão escondidas 3 mil alianças simbólicas, além de um par de alianças de ouro e um voucher para uma televisão de 60 polegadas. A mudança do bolo de metro para o pote, adotada após a pandemia, permitiu ampliar a produção, segundo Fernanda. “O bolo de metro limitava muito a quantidade. Precisava ser montado na véspera e não havia como refrigerar uma grande quantidade. Com o bolo de pote conseguimos atender muito mais pessoas”, explicou.
Os voluntários trabalham em turnos durante cerca de dez dias, das 7h às 21h. A aposentada Ana Cláudia Godoy Metz, de 60 anos, participa da confecção há seis anos. “A comunidade é muito unida e a gente sente alegria em ajudar. É algo que faz bem e fortalece nossa fé”, relatou. A esteticista Célia Marcos da Lima, que participa pela primeira vez, destacou o sentimento de servir. “Todo mundo ajuda onde for necessário”, comentou.
A entrega dos bolos será no dia 13 de junho, data dedicada ao santo padroeiro da Capital, em sistema drive-thru na Travessa Lídia Baís, das 6h30 às 13h30. Para Célia, o sucesso do bolo está ligado à devoção dos fiéis. “Muita gente acredita nas bênçãos de Santo Antônio e espera encontrar uma das alianças. É uma tradição muito forte da cidade”, afirmou.