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Correios suspendem plano e buscam R$ 7 bi

Por Diário da TV · · 2 min de leitura

Os Correios suspenderam, neste mês, parte do plano de reestruturação da empresa. As medidas paralisadas incluem o fechamento de agências, a retirada de uma gratificação de R$ 500 para funcionários que atendem ao público e a implantação de um sistema para mapear recursos necessários para entregas. A decisão foi tomada após a ameaça de greve por parte dos servidores.

A suspensão ocorre em um momento em que a direção dos Correios, comandada por Emmanoel Rondon, busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões. A estratégia visa reverter os resultados negativos da estatal, que fechou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, o déficit foi de R$ 3,1 bilhões.

Em nota, os Correios afirmaram que a suspensão é temporária e servirá para que as entidades representativas dos trabalhadores apontem possíveis distorções na aplicação das medidas. A empresa informou que outras iniciativas do plano de reestruturação, como a venda de imóveis e a contenção de despesas, continuam em andamento.

A suspensão foi proposta em uma carta enviada a sindicalistas, como resposta ao movimento grevista. Os representantes dos trabalhadores haviam indicado uma paralisação na terça-feira passada, mas recuaram após o aceno da direção. O estado de greve foi mantido, permitindo uma paralisação a qualquer momento se houver descumprimento dos termos da negociação.

Segundo a carta, a suspensão do fechamento de unidades vale até 31 de julho de 2026, exceto para as agências já fechadas ou em processo avançado de encerramento. Durante esse período, serão avaliados e debatidos novos fechamentos com "análise técnica, institucional e social".

Das 1.000 unidades que a empresa pretendia fechar, com economia prevista de R$ 2,1 bilhões, 256 já tiveram suas atividades encerradas. O novo programa de demissão voluntária (PDV), que deve ser anunciado em breve, será voltado exclusivamente para essas unidades, que têm 7 mil funcionários.

Na primeira iniciativa de desligamento voluntário deste ano, apenas 3.075 funcionários aderiram, abaixo da meta de 10 mil. A economia foi de R$ 700 milhões, contra o objetivo de R$ 1,4 bilhão. Agora, a meta é desligar entre 2 mil e 3 mil pessoas.

O plano de reestruturação foi apresentado pelos Correios no ano passado, em meio a uma grave crise financeira, como condição para o Tesouro Nacional autorizar um empréstimo de R$ 12 bilhões para socorrer a estatal.

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