Ao vivoterça-feira, 16 de junho de 2026Notícias de TV, famosos e entretenimento em tempo real
Diário da TV
Noticías

Empresas se adaptam à reforma tributária, mas desafios persistem

Os quatro primeiros meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de apenas monitorar regras para focar em uma atuação mais prática. Mas ainda há…

Por Diário da TV · · 2 min de leitura

Os quatro primeiros meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de apenas monitorar regras para focar em uma atuação mais prática. Mas ainda há desafios.

Nem todos os contribuintes estão conseguindo cumprir as exigências de destaque de informação dos novos tributos nas notas fiscais, e alguns municípios estão atrasados na disponibilização dos documentos no novo formato.

Em conversa com o blog, Luciano Idésio, vice-presidente Latam para o segmento corporativo da Thomson Reuters, e Edinilson Apolinário, diretor de tributos e conteúdo e líder de reforma tributária da Thomson Reuters, falam sobre a adaptação das empresas e sobre os desafios da reforma tributária.

Segundo Idésio, a entrada dos documentos eletrônicos, em janeiro e fevereiro, foi um período de adaptação. Os clientes aprenderam o novo desenho dos documentos, especialmente nos layouts municipais da NFS-e. A empresa entregou o primeiro módulo de conciliação, e a contabilização será entregue em maio.

Apolinário destacou que as empresas tiveram muitas dúvidas, mas foram bem na parte de documentos fiscais de mercadorias. Ele apontou que muitos municípios não definiram se vão adotar o modelo nacional de nota fiscal ou o local. Alguns deixaram a versão antiga e a nova funcionando, o que evitou travamento de emissão.

Idésio explicou que a reforma criou a necessidade de um módulo de conciliação. Essa plataforma trabalha no nível do documento fiscal, permitindo a auditoria do próprio documento. Isso evita erros e facilita o trabalho do gestor fiscal e de auditorias futuras.

Apolinário afirmou que tudo agora acontece em tempo real. O profissional precisa criticar a pré-apuração recebida, olhando as transações nos sistemas internos para saber se vai aceitar ou não a informação que o fisco traz.

Sobre os sistemas federal da CBS e o separado do IBS, Apolinário disse que o piloto da Receita Federal começou em julho do ano passado. O contexto de apuração assistida é calcado na visão da CBS. Para o IBS, o piloto começou em janeiro. A expectativa é que não haja diferença estrutural entre os sistemas.

Idésio comentou que, para grandes empresas, foi proposta uma solução para trabalhar a cadeia de fornecimento. Para clientes com dificuldade na cadeia, a empresa conseguiu replicar a solução de forma viável economicamente.

Edinilson Apolinário afirmou que as empresas já mudaram de patamar. Saiu o pensamento de monitorar regras. As legislações estão postas, e o foco agora é em soluções fiscais para navegar no novo modelo de apuração em tempo real. O segundo ponto é um olhar estratégico, avaliando impacto em pricing e contratos. Os contratos que vencem agora, de médio e longo prazo, já precisam ser renovados com o novo modelo.