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Evento gratuito em Campo Grande aborda diagnóstico do lipedema

Médicas cirurgiãs, nutrólogas e nutricionistas vão falar sobre lipedema em um evento gratuito promovido pela Baps (Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética) em Campo Grande e em outras capitais brasileiras….

Por Diário da TV · · 2 min de leitura

Médicas cirurgiãs, nutrólogas e nutricionistas vão falar sobre lipedema em um evento gratuito promovido pela Baps (Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética) em Campo Grande e em outras capitais brasileiras. O encontro, chamado “Lipedema Day”, será realizado no dia 13 de junho, a partir das 8h, na Pickle Point, localizada na Rua Mar das Antilhas, 110, no Bairro Chácara Cachoeira.

O evento contará com uma roda de conversa com especialistas e um aulão de treino funcional. A atividade física é uma das formas de controlar a doença, que afeta cerca de 10% das mulheres, causando acúmulo de gordura nos braços e nas pernas, além de dores locais.

O lipedema ficou mais conhecido após a modelo Yasmin Brunet falar sobre o diagnóstico e o tratamento iniciado depois de sair do programa Big Brother Brasil, em 2024. Ela ainda atualiza seus seguidores nas redes sociais sobre os resultados, mostrando que os cuidados são contínuos.

Apenas em 2019 a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu o lipedema como uma doença distinta. De acordo com o Ministério da Saúde, a condição será incluída na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) em 2027, pois é necessário treinar profissionais para reconhecê-la e atualizar sistemas.

A doença tem origem genética e hormonal, mas é frequentemente confundida com obesidade. Em média, as pacientes levam cerca de 10 anos até receberem o diagnóstico correto, segundo a Baps. Nesse período, recorrem a tratamentos ineficazes e sofrem impactos emocionais devido aos efeitos estéticos e à dor persistente, enquanto a doença avança.

O tratamento depende da avaliação de cada caso. Quando o quadro não responde a dietas e exercícios, uma das saídas pode ser a cirurgia. “O lipedema não tem cura, mas tem tratamento que envolve desde abordagens conservadoras, como drenagem linfática e compressão, até, em estágios mais avançados, procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração especializada”, explica o cirurgião plástico Eduardo Ferro, diretor-presidente da Associação. Segundo ele, essas abordagens podem oferecer alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida.