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Festival Bonito CineSur 2026: 15 filmes impactantes

Por Diário da TV · · 4 min de leitura
Festival Bonito CineSur 2026: 15 filmes impactantes
Bonito CineSur

Chegou ao fim o quarto ano do Bonito CineSur, festival que vem se firmando como uma vitrine do cinema sul-americano. A edição de 2026 aconteceu entre os dias 24 de julho e 1º de agosto e exibiu obras que retratam diferentes realidades do continente. As curadorias das três mostras competitivas fugiram de obras convencionais e levaram o público a reflexões por meio de narrativas instigantes. Entre os filmes exibidos, estes títulos se destacaram.

Destaques da programação

A Vida de Cada Um acompanha uma linha temporal que vai e volta entre décadas, mostrando o cotidiano caótico de uma família marcada pela violência no Rio de Janeiro. A relação entre pai e filha é o foco principal, com obstáculos e escolhas que surgem em seus caminhos. O filme apresenta um recorte cru sobre um estado e uma família em um labirinto de violência.

Naira, produção peruana, usa uma narrativa de poesia sombria para mostrar a dor de uma menina resiliente em um povoado andino. O filme conquista o público pela delicadeza de encontrar esperança na desesperança.

Escena Final, curta argentino dirigido por Diego Kompel, aborda o processo criativo de pessoas que conhecem a arte teatral enquanto ensaiam uma peça. A obra usa o contraponto entre realidade e jogo de cena para expor conflitos emocionais que começam com a rejeição.

Hijo Mayor acompanha Lila, argentina descendente de sul-coreanos, em busca de respostas sobre sua trajetória. Ela representa o presente em busca do futuro, precisando resgatar memórias do passado. Seu pai, Antonio, é um imigrante que vive há décadas na Argentina e passou por muitas escolhas ao longo do tempo, sendo um nômade da própria sorte.

Benteveo mostra Bruno e Valentino após a morte do pai, vivendo um momento de estagnação sobre o futuro. Em uma casa humilde, eles decidem montar um bem-te-vi com peças que ainda estão soltas, uma ação que começara com o pai. Durante esse período, atravessam o processo da perda e o significado da ausência.

Minha Terra Estrangeira acompanha a disputa política de 2022 sob duas perspectivas: a de Almir, líder indígena, e a de sua filha, a ativista Txai. O filme constrói um recorte do país a partir desses olhares.

Vermelho de Bolinhas investiga a história de Benigna Cardoso, jovem de 13 anos vítima de feminicídio na década de 1940, primeira beata do Ceará. O curta conduz o público por uma teia de informações, do concreto ao imaginado, percorrendo a relação dos fiéis com a devoção a uma imagem.

Higa Ke – Olho por Olho, documentário exibido na abertura da mostra competitiva de longas sul-mato-grossenses, percorre fotos marcantes de um fotojornalista experiente e os recortes de uma vida rica em histórias. A obra encontra um elo para firmar uma corrente poética sobre o ofício.

Mapago apresenta Serena, jovem moradora da periferia e indígena Guató, povo do Pantanal, que busca realizar seus sonhos seguindo a carreira de cantora de funk. Sua mãe, Fagunda, evangélica, está recém-demitida e precisa sobreviver como consegue. A trama entrelaça presente e passado, deixando lacunas para refletir sobre o futuro.

Sukua, trabalho de Omar E. Ospina, mistura o sensorial com as dúvidas de uma criança e os desabafos de um pai diante de um passado recente. A ficção é interpretada por atores que sofreram a mesma violência. O curta coloca em destaque o medo e a desesperança de territórios invadidos pelo uso da força.

Honestino, novo trabalho do cineasta amazonense Aurélio Michiles, mistura documentário e ficção em uma obra que escancara verdades de quem esteve do lado certo da história.

À Margem do Fim, dirigido por Felipe Beltrame, explora as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. A obra percorre, com senso crítico e denúncias, diferentes cenários sobre as realidades sociais durante e após a tragédia no sul do país.

A Vida de Jerônimo dentro e fora da Casca é um curta de assimilação rápida que fala sobre batalhas pelo ganha-pão, dificuldades financeiras e violência. O projeto mostra a necessidade de ser resiliente em um mundo que não alivia.

Vípuxovuko – Aldeia traz reflexões sobre formas de organizações comunitárias, resistência cultural e gritos de identidade em uma aldeia urbana indígena no Mato Grosso do Sul. O curta parte para a ficção com muitas bases na realidade. O projeto surgiu de uma conversa do diretor Dannon Lacerda com a porteira do seu prédio, cujo sobrinho virou inspiração para a obra.

Futura Licenciada acompanha recortes do cotidiano de Emilia, uma jovem que está à beira de concluir seu curso.

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