Filme 'Honestino' expõe resistência e memória da ditadura

O filme ‘Honestino’, dirigido pelo cineasta amazonense Aurélio Michiles, mistura documentário e ficção para contar a história do líder estudantil Honestino Guimarães, que desapareceu durante a ditadura militar no Brasil. A obra foi selecionada para o festival Bonito CineSUR.
O longa apresenta uma contextualização do período da ditadura por meio de poemas, depoimentos e imagens de arquivo. A narrativa se concentra no início dos anos 1970, quando Honestino, estudante de geologia de Goiás, desapareceu. Ele foi preso diversas vezes antes do sumiço e viveu escondido, mudando de estado para fugir da perseguição militar.
Michiles, que era amigo próximo de Honestino, combina depoimentos de conhecidos com cenas de ficção. O ator Bruno Gagliasso interpreta o líder estudantil em momentos de reflexão e agonia. O filme alterna entre preto e branco e colorido, alternando sombras e esperança para causar impacto emocional no público.
A narrativa destaca a importância de Honestino como presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e como pai. A obra é descrita como um registro de uma página sombria da história do Brasil e uma afirmação de resistência e memória. A nota atribuída ao filme é 4,5.
