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Quem paga o Imposto Seletivo?

Por Diário da TV · · 2 min de leitura

O Imposto Seletivo, também conhecido como "imposto do pecado", está no centro de um debate sobre a reforma tributária. A principal questão é quem realmente arcará com o custo desse tributo.

Especialistas apontam que, se o imposto for aplicado de forma incorreta, pode acabar sendo pago por consumidores de baixa renda. O objetivo do tributo é desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas.

No entanto, há o risco de que o imposto seja repassado ao preço final dos produtos, atingindo todos os consumidores, independentemente da renda. A discussão ganhou força com a tramitação da reforma tributária no Congresso Nacional.

Os defensores do modelo atual argumentam que o imposto deve incidir sobre a produção, e não sobre o consumo. Dessa forma, a carga tributária seria mais justa e não penalizaria os mais pobres.

Por outro lado, críticos afirmam que o imposto seletivo pode gerar distorções no mercado e aumentar a burocracia para as empresas. Eles defendem que a tributação deve ser simples e neutra, sem criar vantagens para setores específicos.

A reforma tributária em discussão propõe unificar vários impostos em um só, mas o Imposto Seletivo seria uma exceção, mantendo sua função extrafiscal. A expectativa é que o texto final seja votado ainda neste ano.

Impactos da reforma tributária no setor produtivo

Além da questão do Imposto Seletivo, a reforma tributária mexe com a estrutura de arrecadação de estados e municípios. A proposta atual prevê a criação de um imposto sobre bens e serviços, que substituiria o ICMS, o ISS e outros tributos.

Empresas de diversos setores acompanham de perto as mudanças. A indústria de alimentos, por exemplo, teme que a alíquota do novo imposto seja elevada, encarecendo produtos essenciais. Já o setor de serviços espera uma simplificação no pagamento de tributos.

O governo defende que a reforma vai reduzir a burocracia e estimular o crescimento econômico. Estudos indicam que a simplificação do sistema tributário pode aumentar o PIB em até 20% nos próximos anos.

Entretanto, a transição para o novo modelo deve levar pelo menos cinco anos. Durante esse período, estados e municípios precisarão se adaptar às novas regras, o que pode gerar incertezas para os contribuintes.

A aprovação da reforma depende de negociações no Congresso, onde há divergências sobre a distribuição dos recursos arrecadados. Parlamentares de estados menos desenvolvidos pedem um fundo de compensação para evitar perdas de receita.

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