Bonito CineSUR 2025: conheça os filmes vencedores

Os vencedores da 4ª edição do Bonito CineSUR, Festival de Cinema Sul-Americano, foram anunciados na noite deste sábado (01). Os atores Valentina Herszage e Paulo Betti apresentaram a cerimônia no Auditório Kadiwéu, no Centro de Convenções de Bonito. Foram premiados curtas e longas-metragens escolhidos pelo júri oficial e pelo voto popular nas mostras Sul-Matogrossense, Ambiental e Sul-Americana. O festival começou em 24 de julho e recebeu 46 filmes de 10 países.
Durante a cerimônia, Valentina Herszage disse que "o cinema é a janela para o mundo". Paulo Betti completou afirmando que o cinema reuniu o público no coração do Pantanal com histórias que atravessaram fronteiras e culturas.
O cineasta franco-brasileiro Vincent Carelli recebeu o Troféu Pantanal pelo conjunto de sua obra. Ele fundou o projeto Vídeo nas Aldeias em 1986 e entregou as primeiras câmeras VHS aos Waiãpi, no Amapá. O projeto se tornou referência no cinema indígena das Américas. Carelli agradeceu o prêmio e falou sobre o filme "Martírio", que trata do genocídio do povo Guarani-kaiowá. Ele também manifestou solidariedade ao povo palestino.
A atriz chilena Paulina García foi a grande homenageada desta edição e recebeu o Troféu Pantanal na abertura do festival. Durante os nove dias de evento, Bonito recebeu 150 convidados entre artistas, cineastas e produtores. Foram entregues prêmios no total de R$ 57.500 para os vencedores das cinco mostras competitivas. Ao todo, 32 obras concorreram aos prêmios do júri internacional e ao voto popular.
Vencedores do júri popular
Na categoria de melhor longa-metragem sul-americano, o vencedor foi "Naira", de Gabriela Quiroz (Peru). O melhor curta sul-americano foi "A Vida de Jerônimo Dentro e Fora da Casca", de Andrews Nascimento (Brasil). Na mostra ambiental, o longa "Páramos II El Origen", de Alejandro Calderón (Colômbia), levou o prêmio. O curta ambiental vencedor foi "Buen Vivir – Ñutse Canseye", de Zoé Nathalie Kugler (Equador). O melhor filme sul-mato-grossense foi "Higa Ke – Olho por Olho", de Conrado Roel e Debora Bah.
Vencedores do júri oficial
O júri oficial sul-americano escolheu "¿Quién Mató a Narciso?", de Marcelo Martinessi (Paraguai), como melhor longa-metragem. O ator Diro Romero, protagonista do filme, agradeceu o acolhimento em Bonito e celebrou a democracia nos países da América do Sul. O melhor curta sul-americano foi "Sukua", de Omar E. Ospina (Colômbia). Na mostra ambiental, "Páramos II El Origen" levou o prêmio de longa e "Hipopótamos, El Arca de Escobar", de Alejandro Calderón (Colômbia), venceu como curta. O melhor filme sul-mato-grossense foi "Natasha", de Ana Ostapenko, Willerson Amorim, Thiago Rotta e Rafael Rotta.
O júri concedeu menção honrosa ao filme sul-mato-grossense "Quatro Luas Pantaneiras", de Ana Carla Loureiro, e ao longa sul-americano "Naira", de Gabriela Quiroz, pela atuação da jovem protagonista e de seu parceiro.
O diretor geral do festival, Nilson Rodrigues, agradeceu a equipe, os patrocinadores e o poder público de Bonito. Ele defendeu mais coproduções entre os países e disse que pretende trazer ao festival os ministérios da Cultura dos países sul-americanos para criar programas bilaterais e multilaterais. O júri internacional foi composto por Celso Franco, Dandara Ferreira e Gabriela Sandoval. A mostra ambiental teve como jurados Minom Pinho, Olinda Tupinambá e Vincent Carelli. O júri sul-mato-grossense foi formado por Daniela Siqueira, Luiz Carlos Lacerda e Solange Bouffay.
